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Leticia Nascimento

Santana de Parnaíba (SP)
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Leticia Nascimento
Comentário · há 10 anos
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Leticia Nascimento
Comentário · há 10 anos
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Fabio Tardeli, Advogado
Fabio Tardeli
Comentário · há 10 anos
Está aqui e agora, em minha mesa, os autos de um processo de ausência em que o juiz, decidindo a abertura da sucessão provisória, o fez no verso de uma folha de conclusão, escrevendo à guisa de cabeçalho, a palavra "SENTENÇA", porém iniciando-a com a letra C. Percebendo o erro, o D.D. magistrado rasurou a letra alienígena substituindo-a pela correta. Considerando o estado imundo da folha (provavelmente fazia alguma refeição no momento, sem o devido anteparo para excessos), seria esperar demais que usasse um corretivo para, aos menos, disfarçar o r. esculacho. Poder-se-ia dizer: isso é culpa do estagiário, pois foi ele quem elaborou a sentença! E o magistrado não conferiu? Tascou seu jamegão sem ler o que assinava? Ora, por favor! Em minha comarca, São Gonçalo/RJ (e nas adjacentes - com louváveis exceções) os magistrados possuem um esquema próprio de trabalho, ao qual apelidamos de "TQQ". Somente trabalham de terça a quinta. Segunda e sexta-feira os Fóruns estão entregues às moscas. Mesmo no "TQQ", magistrados na Casa somente após as 13h. Incontáveis foram as vezes que exigimos posições mais incisivas por parte da Ordem, sem sucesso. Tudo é um sistema bem azeitado, com engrenagens funcionando perfeitamente encaixadas. Ai daquele que, entrando neste sistema, tentar quebrar este paradigma! Ou desiste, ou é retirado compulsoriamente. Fui conselheiro da Ordem e presidente de uma importante comissão, mas fiquei pouco tempo. Desisti e apresentei minha renúncia, pois era uma engrenagem fora do eixo e pouco lubrificada.
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Renan Labrie
Comentário · há 10 anos
Alguns magistrados assumem a liderança (e não apenas a chefia) do gabinete e passam orientações bem detalhadas sobre como o estagiário/assessor/analista deve atuar e na sequência faz pente fino na "correção" da minuta. Isso exige dedicação do magistrado e comprometimento da equipe, mas gera um serviço de muito boa qualidade.

No entanto, por experiência própria, vejo que muitos magistrados "corrigem" a minuta por amostragem, selecionando algumas aleatoriamente.

Mas talvez a pior postura é aquela do magistrado que não se comunica com a equipe de assessores, deixa cada um fazer como bem entende, o que gera decisões conflitantes. No âmbito penal é interessante ver a quantidade de processos de um mesmo magistrado que acaba deferindo algum benefício processual e simultaneamente mas em outro processo indeferindo o mesmo benefício - isso ocorre porque o processo foi feito por assessores distintos e cada um seguiu uma linha de raciocínio.

No âmbito previdenciário isso é tenebroso, pois é um assunto que muitos não dominam e, se o magistrado é desses que deixa o gabinete "largado", a quantidade de decisões bizarras é gritante.

Na minha opinião, e indo muito além do ponto da publicação, a culpa disso é que o Brasil é movida por estagiários e a magistratura considera que as garantias que lhes favorecem não visa garantir a independência do Judiciário e a democracia, mas apenas serve para lhes assegurar o direito de trabalhar 3h por dia ou ir pro fórum só pra fazer audiências.
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Felipe Teles, Advogado
Felipe Teles
Comentário · há 10 anos
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